Espaço de palavras soltas, palavras insanas, sonhos, desabafos e reflexões de alguém que adora livros, filmes, música e vídeo-game. Um pouco de tudo e muito de mim e daquilo que gosto. E agora um pouco mais insana por estar brincando de programadora!
Eu já expliquei pq me acho insana, mas a melhor definição vem de ninguém menos que um gato laranja, gordo e mal humorado:
Não sei quem é o autor da piada, mas com certeza foi algum louco de informática pra sintetizar tão bem a idéia. De qualquer forma Garfield é um dos meus personagens favoritos, apesar de me lembrar de coisas não tão boas as vezes pq ele me lembra muito uma certa pessoa, que eu amo e odeio ao mesmo tempo. Amo pq amo, e odeio pq não consigo deixar de amar, apesar de tudo.
De qualquer forma adoro esse gorducho rabugento (os dois, na verdade).
Sentimentos só servem para nos confundir, quanto mais vc insiste em lutar por eles mais eles te consomem, desisti de brigar contra o mundo, vou apenas deixar acontecer. Decisões nunca são simples, elas sempre trazem alguma dor. Aceitei que nada pode ser pleno, nem a dor nem a felicidade, e pra isso tenho que aceitar a mim mesma, aceitar os meus medos e minhas dúvidas e simplesmente ignorá-los. Fiz uma escolha, não é o caminho que sonhei pra mim em nenhum momento, mas é o único caminho que me traz alguma esperança hoje. Estou lutando contra algo invisível, e tenho muito medo de perder mais uma batalha. Pra isso decidi que tenho que manter minha mente ocupada em tempo integral, para que eu não possa pensar. Não vou mais agir, apenas reagir, não vou fugir, vou me deixar levar.
Há muitas coisas em jogo nesse momento, muitas decisões e muitas mudanças, e não quero pensar, vou apenas deixar fluir, seguir o vento. Não agüento mais sofrer, por dentro não sobrou mais nada de mim, mas se eu desistir agora, não conseguirei me reconstruir, me recuperar de mais um dano. Preciso me fortalecer, pois no momento, não sou mais que nada.
Chega de pensar, de remoer o passado, de me lamentar com o que está acontecendo, chega de brigar sozinha. Eu quero viver o presente, viver o agora e esquecer que o amanhã existe. Vou me dedicar aos meus estudos, ao meu trabalho, a tentar ser ao menos um pouquinho feliz, nessa última esperança que me resta, e não pensar em nada.
Amar não é só ver as qualidades e acreditar que o outro é perfeito
É reconhecer que ele também tem defeitos, é amar não as qualidades, mas os defeitos
Éadmirar cada detalhe, seja ele qual for
Um amor feito só de perfeições não é amor, é ilusão
É acreditar que o outro em tudo te supera
Na verdade só há amor quando há igualdade
Não uma igualdade de gostos ou escolhas
Mas sim um reconhecimento de que ambos têm qualidade e defeitos
Que os dois podem, juntos, superar as dificuldades
Que um não completa o outro, mas juntos eles são mais fortes
Amar é a constante certeza de que a vida é feita de incertezas
O verdadeiro amor não tenta mudar os defeitos, tenta aprender a superá-los
A verdade pode ser dolorosa no começo
Mas alimentar uma ilusão pode destruir um coração
Ilusões são breves em pouco tempo são desfeitas
As verdades, por sua vez, são eternas
Momentos de ilusão podem trazer alegria
Mas só um amor sincero pode trazer a felicidade plena
Ninguém é prefeito, mas o amor pode ser
Para isso é preciso apenas aceitar que todos têm defeitos
Defeitos que não podem ser ignorados ou mudados
Mas que é possível aprender com eles
E assim ser mais feliz
São Paulo, 24 de outubro de 2003
Escrevi esse poema há tanto tempo, que só o encontrei olhando cadernos antigos há poucos dias, não me lembro porque eu o escrevi, mas mais do que nunca ele me parece verdade. Vivi um amor que eu tratei como ilusão, e agora estou lutando para reconstruir esse sentimento, para recuperar a confiança. Não sei se vai dar certo, mas essa é minha última esperança de realizar meus sonhos e ser feliz, não depende apenas de mim, mas tenho que fazer minha parte. Está sendo muito difícil, e sei que vai ser ainda mais, mas estou disposta a ir até o fim, estou disposta a aceitar qualquer coisa por esse sentimento, e não há nada, nem mesmo toda a dor que já senti, capaz de me fazer desistir.