Twitter

    follow me on Twitter

    domingo, 29 de julho de 2007

    Dias frios...

    Cada dia eu fico mais convencida de quão improdutivos são os dias frios. Nesse fim de semana de frio intenso, não fiz praticamente nada. Continuo travada no mesmo ponto dos jogos que iniciei já faz algum tempo (uns dois meses pelo menos), um porque simplesmente não consigo destruir aquele monstro de quatro chifres, e no outro porque primeiro eu não conseguia entrar em um certo Templo do Fogo, e agora não consigo sair dele, quem sabe até o Natal consigo terminá-los? Não quero nem ver o que será da minha vida quando estivermos em meados de novembro, começo de dezembro, quando alguns jogos, digamos que no mínimo interessantes serão lançados e eu com certeza irei jogá-los, bom por sorte não teremos tantos lançamentos cinematográficos significativos no segundo semestre, e consegui distribuir melhor meu horário de aulas!!!

    No mais são nesses dias mais frios que surgem os pensamentos mais malucos, talvez seja o efeito da baixa temperatura, ou então excesso de alimentos altamente calóricos, ou mesmo o ócio, apesar de que eu creio que na verdade seja essa conjunção de fatores que nos leva a pensar mais sobre temas diversos, mas a verdade é que pensamos malucos as vezes invadem nossa mente, e nos fazem refletir sobre a objetividade de nossa vida. Muitas vezes temos a sensação de solidão, e algumas vezes ela é verdadeira, mas não nos damos conta de que somos nós os verdadeiros responsáveis por distanciar as pessoas que amamos, e nos esquecemos dos maravilhosos momentos que passamos ao lado de seres maravilhosos, que ficam felizes por estarem ao seu lado, nos esquecemos do quão satisfatório é falar com os amigos sofre assuntos fúteis, ou como nos sentimos bem em poder ajudar uma pessoa querida. São os pequenos momentos que fazem a vida ter sentido, que nos fazem desejar sempre um algo a mais, um novo motivo para sonhar e lutar.

    Minha vida não é completa, não é perfeita, e não sou plenamente realizada, tampouco posso dizer que minha vida é uma droga. Há momentos em que ela é sim, mas em contrapartida há outros que são de felicidade suprema, como quando quase você não consegue ingresso para aquele filme que você já viu, mas quer ver de novo com uma amiga, ou durante aquele passeio de ultima hora no shopping só pra jogar conversa fora ou simplesmente aquela parada estratégica na doceria antes de voltar pra casa depois do trabalho, ou simplesmente quando sua mãe te leva todas as refeições do dia na cama só pra você não sair no frio.

    Tenho amigos maravilhosos, pessoas que eu amo muito e que sei poder contar com eles nos bons e nos maus momentos, cada um tem seu jeito de ser, tem dias que estão de bom humor, outros de péssimo humor, e o que nos torna verdadeiros amigos é não ter que disfarçar os sentimentos por conveniências sociais, mas sim saber que apesar de tudo, há alguém ali com quem se pode contar, alguém que será verdadeiro com você, que quando te elogiar é sincero, e quando te criticar, aquele é alguém que deve ser levado a sério, pois provavelmente ele te conhece melhor do que muitos. Para um fim de semana que parecia ser totalmente improdutivo, até que foi muito bom, nem que seja para curtir os pensamentos!

    quarta-feira, 18 de julho de 2007

    Fragilidade

    Pela manhã conversava com um amigo sobre os momentos em que paramos pra pensar nas decisões que tomamos e suas conseqüências em nossas vidas, e em como muitas vezes nos questionamos se fizemos a melhor escolha e começamos a imaginar como seria nossa vida se tivéssemos feito uma escolha diferente.

    Sempre acreditei que tudo na vida tem um motivo, que nada é por acaso. Acredito que não existem coincidências, já que a menor de nossas ações pode atingir proporções gigantescas. É estranho imaginar que alguns minutos podem ser a diferença entre a vida e a morte.

    Em momentos de tragédia como o de hoje onde a tv costuma ser invadida por relatos de pessoas que perderam o vôo por uma banalidade qualquer, e que graças a esta banalidade ainda estão vivas, assim como aqueles que por outro motivo estúpido alteraram seu horário ou mesmo rota de viagem e não mais estão vivos, é que temos mais nítida sensação de que algo maior está por trás de tudo.

    São por motivos como esses de falsa coincidência que acredito que tudo na vida tem seu momento, e que os acontecimentos convergem para um evento maior, cuja razão de ser nem sempre é clara, e não nos isenta da alegria ou da dor.

    É difícil aceitar que tantas pessoas morreram, mesmo sem ter nenhum tipo de vinculo com nenhuma das pessoas envolvidas na tragédia, bate uma sensação de impotência e vulnerabilidade, além da comoção não só pelos que se foram, mas principalmente pelos que ficam e terão de conviver com a ausência.

    A vida é extremamente volátil e não deve ser desperdiçada, pois não sabemos até quando teremos direito a essa dádiva.

    domingo, 15 de julho de 2007

    Resumo da Semana

    Ok. Essa semana não tenho motivos para reclamar, apesar de todo a correria e das pilhas de problemas do trabalho com aquele banco de dados monstruoso, no que diz ao respeito ao lazer foi tudo ótimo, o feriado de segunda feira ajudou muitíssimo!!!

    A semana começou muito bem, passei o último domingo jogando por horas, só interrompi minha jogatina no momento em que meu corpo declarou sua total exaustão física e mental. Mas posso dizer que pelo menos consegui avançar consideravelmente nos dois jogos que eu estava literalmente empacada, quer dizer, em um nem tanto, apesar das dores musculares, ainda não consegui arrancar os chifres daquele monstro bizarro que agora eu não lembro o nome, mas isso também não vem ao caso. Bom, na Segunda-feira acho que é dispensável dizer que meu corpo estava destruído, mas só piorou , já que passei um ótimo dia no Hopi Hari ao lado de amigos. Não conhecia o parque, mas não me decepcionei, o único ponto negativo são as filas, que te impedem de aproveitar mais o passeio, mas servem pra botar a conversa em dia!!!

    Mas ainda estamos no começo da semana, e depois desse dia exaustivo, tudo que você deseja é sua cama, cheguei em casa praticamente desmaiada, mas no dia seguinte, apesar do cansaço físico, e do corpo ainda dolorido de minha jogatina no domingo, o trabalho nos espera, e é melhor voltar pra casa cedo, pra tentar recuperar as energias pra agüentar o resto do semana, afina ainda não acabou, já que essa semana tivemos a incrível estréia de Harry Potter e a Ordem da Fênix nos semanas, e lá estava eu em sua estréia, no meio de uma multidão de fãs caracterizados das formas mais bizarras possíveis!!! O filme é ótimo, sem sombra de dúvida um dos melhores da série até agora, mas ainda não tenho uma posição definitiva sobre ele, preciso assistir mais uma vez, para então fazer uma análise bem legal, fora do estupor inicial.

    E para terminar a semana com chave de ouro mais um pouquinho de cinema: Ratatouille!!!

    É um filme maravilhoso não só do ponto de vista técnico, mas também conceitualmente, feito para crianças e adultos contemplarem e pensarem. Na verdade em alguns momentos tive a sensação de que este não é apenas um filme pra familiar passar o tempo no fim de semana, mas é também um filme para se pensar, creio que muitos dos pontos abordados no filme não forma compreendidos pelos menores, e mesmo por muitos dos adultos, mas mesmo assim alegro-me em saber que ainda é possível contar com filmes inteligentes e divertidos, que expressam a necessidade de valores muito ausentes em nossa sociedade hoje, sem tentar ser doutrinador. Tenho uma facilidade fenomenal para chorar em filmes, e com esse não foi diferente, já próximo ao final do filme há uma cena em que a expressão no rosto de uns dos personagens é algo tocante, só parei de chorar nos créditos, que são ótimos, praticamente um novo filme!!!

    Bom acho que chega, espero que a próxima semana seja tão boa quanto a que passou!!!

    domingo, 8 de julho de 2007

    O Cinema e seus (não tão) Mortos

    Sempre me questiono a razão do cinema demonstrar uma quase obsessão pela ressurreição. E há uma lista considerável de como trazer um personagem de volta do mundo dos mortos, embora seja apenas a forma como esse retorno é demonstrado que mude, já que na maioria das vezes as opções são bem limitadas.

    Elas variam entre rituais místicos, o feitiço de imortalidade que depende em geral da morte de pelo menos um dos heróis/heroínas , mas o feitiço dá errado e os bonzinhos recuperam sua vida, o auto sacrifício que é quando alguém decide abdicar de seu direito à vida pelo bem do outro (em geral os dois acabam sobrevivendo, já que isso representa um verdadeiro ato de nobreza), além da sempre possibilidade do quase vilão que na verdade é bom se comover com o ato de sacrifício do personagem principal e graças aos seus poderes extraordinários pode restituir a vida ao já declarado defunto e ainda ajudar a vencer a força mor do mal.

    Nem mesmo os clássicos infantis escapam desse clichê, com Branca de Neve entre as pioneiras. Tudo bem que ele estava apenas em um sono de morte, mas mesmo assim ninguém discorda que ela só voltou à vida graças ao beijo do Príncipe Encantado, e olha que tem um monte de filme não infantil por aí que abraçou a idéia, as vezes um pouco mais disfarçada, outras reproduzem a cena com uma fidelidade incontestável.

    Mas o pior de tudo são os filmes em série (trilogias, quadrilogias, heptalogias e assim por diante), em que você tem certeza de que o vilão foi definitivamente aniquilado, mas um ou dois filmes depois lá está ele, no auge de sua vitalidade, algumas vezes parcialmente regenerado, outras no ápice de sua maldade, e na maioria das vezes os roteiristas não se dão sequer ao trabalho de tentar dar alguma explicação ao pobre expectador que simplesmente tem que aceitar o fato de que ele está vivo e ponto final. Pior ainda é quando simplesmente fazem o pobre do herói exclamar frase do tipo “Mas você deveria estar morto”.

    Bom, não adianta reclamar que o milagre da ressurreição não vai deixar de existir, e admito que algumas vezes ele é necessário ao filme, o que não me impede de sentir um certo alívio quando depois dos créditos os mortos continuam mortos. Só nos resta torcer para que pelo menos as formas de que essa volta à vida aconteça sejam mais criativas!

    domingo, 1 de julho de 2007

    Memórias

    Revirando a internet encontramos um pouco de tudo, e nesses momentos em que você está apenas passando pelos sites para passar o tempo é que você encontra algumas das coisas mais interessantes.

    Passeando pelo Youtube encontrei uma série de vídeos com temas marcantes do final da década de 80 e inicio dos anos 90, o que significa dizer que encontrei uma série de referencias à minha infância.

    Quem é dessa época e não se lembra de acordar cedinho para ver a Xuxa e o Smurfs, de ter sonhado em estudar com a Professora Helena, ter comido LoLLo e colecionado os cartões que vinham no chocolate Surpresa, ter chorado com a série da Punky, e por aí vai.

    Hoje quando vejo os desenhos me pergunto se fui eu que cresci, ou se realmente os programas de tv perderam seu encanto. Até hoje dou gargalhadas ao assistir o Chaves, Tom e Jerry não perderam seu charme, e Pica Pau continua insano. Sabia praticamente todos as músicas de abertura dos desenhos, e seus respectivos episódios.

    Foi uma fase mágica, mas somos seres que evoluem, e cada fase em nossas vidas é única, e não há como voltar atrás, e é ai que reside a grande emoção de viver, nada acontece de novo, as emoções são únicas e são eternizadas em nossa memória.

    O tempo não volta, e não adianta nos remoermos em meio a lamentações sobre o que poderia ter sido e não foi, mas é muito bom relembrar e assim, reviver um pouco do passado, mas sem esquecer do presente, pois é dele que sairão as melhores lembranças.